Paulo Mendes da Rocha acaba de ganhar a Medalha de Ouro do Royal Institute of British Architects. A medalha vai se juntar a uma extensa coleção de galardões e menções que incluem, por exemplo, o Prêmio Pritzker (2016) e o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura e o Prêmio Imperial do Japão (2016). Pertence à geração dos arquitetos modernistas liderados por João Batista Vilanova Artigas. O gesto arquitetônico promovido por Paulo Mendes da Rocha, ou seja, as intenções projetuais que exprimem uma dada visão de mundo ou um certo desígnio procuram, cada um a seu modo, propor também um “projeto de humanidade”, e tal ato evolui na medida em que sua carreira progride. O arquiteto tem 88 anos e, incansável, continua trabalhando no mesmo escritório em que sempre trabalhou. Ele fica no edifício sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil, no centro da cidade de São Paulo, metrópole onde o arquiteto e urbanista, natural de Vitória, passou grande parte de sua vida. É la que ele recebeu à Rev.Nacional. É um privilégio acompanhar o raciocínio do arquiteto que, atento a todos os detalhes, se diverte expressando seus pontos de vista, contando suas anecdotas e estabelecendo seus conceitos paradigmáticos.
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